Como funcionam os Clubes de Investimento
Postado por Andre Santos
Uma alternativa para quem deseja começar a investir em ações e não possui muito tempo para operar são os Clubes de Investimento.
Os Clubes de Investimento são grupos formados por várias pessoas que resolvem investir juntos no mercado de ações. Sua carteira é administrada pelos próprios membros do Clube com a assistência de instituições especializadas (Corretoras, Bancos, etc).
Os Clubes tem a vantagem de proporcionarem uma maior diversificação da carteira sem a necessidade de uma grande quantidade de capital inicial como ocorre, por exemplo, quando investimos diretamente no mercado de ações. Os clubes devem ser constituídos por um mínimo de 3 e máximo de 150 membros. Nenhum cotista do clube pode possuir quantidade superior a 40% das cotas. Um percentual mínimo de 51% dos recursos do Clube devem ser investidos em ações, o resto pode ser destinado a fundos, títulos de renda fixa e outras formas de investimento.
O destino do dinheiro do Clube é decidido através de Assembléias, onde os cotistas votam sobre as aplicações a serem feitas. Essas Assembléias acontecem periodicamente, nas quais são revistas as aplicações e podem ser feitas modificações no portefólio do clube.
Para criar um clube de investimento é necessário fazer o registro junto a Bolsa de Valores de São Paulo, através do preenchimento de fichas cadastrais e a elaboração de um Estatuto Social para o Clube. Você pode obter mais informações sobre a criação de um clube de investimento através do site da Bovespa. Você também pode entrar em contato com sua Corretora para se informar.
A administração do Clube cobra uma taxa percentual, proporcional a sua quantidade de cotas, referente a administração da carteira de investimentos. Além disso, são cobradas as taxas de corretagem, custódia e emolumentos referentes a Bovespa. Esses custos são iguais aos cobrados quando se investe diretamente em ações porém, no caso dos clubes, eles são divididos por todos os cotistas.
Uma das maiores desvantagens dos Clubes é o fato de que a liquidação não é imediata. Ou seja, se você vender suas cotas, o dinheiro apenas estará disponível em sua conta corrente após alguns dias, geralmente, 3 dias (D+3).
Investir em ações diretamente ou através de fundos?
Postado por Andre Santos
Uma alternativa para as pessoas que não tem tempo para acompanhar o mercado ou não se sentem confortáveis em comprar suas ações sozinho é o investimento em ações através dos chamados “Fundos de Investimentos”.
Para participar de um fundo de investimento você deve investir uma quantia mínima, que varia de fundo para fundo, chamada “cota“. Os fundos são uma espécie de condomínio onde os investidores são os inquilinos e a Instituição Financeira que administra esse fundo seria o síndico. Os fundos tem como objetivo investir os recursos de seus investidores em um portfólio diversificado, envolvendo Renda Fixa e Renda Variável. Eles precisam ter pelo menos 67% de seus recursos investidos em renda variável.
Para administrar os recursos dos cotitas os administradores cobram deles uma taxa de administração, que consiste em um percentual sobre o valor da carteira.
Para resumir:
Vantagens do investimento através de Fundos de Investimento
- Não é preciso acompanhar o mercado. É uma alternativa de investimento para quem busca melhores rendimentos do que a renda fixa, porém não tem tempo para acompanhar as análises do mercado de ações.
- Você não precisa aprofundar seus estudos sobre o mercado. Basta estudar as melhores opções de fundos e investir.
Desvantagens do investimento através de Fundos de Investimento
- As taxas de administração costumam se altas, o que diminui consideravelmente o rendimento bruto do Fundo.
- Ao vender suas cotas, tendo lucro ou não, será obrigado a pagar 15% de IR referente ao valor de suas cotas.
Para conhecer Fundos de Investimento basta entrar em contato com o gerente de seu banco. Através dele você poderá saber o valor de cada cota, o valor da taxa de administração e também poderá se informar sobre os históricos de rendimentos passados. Mas, vale lembrar, rendimentos passados não garantem rendimentos no futuro. Por isso, é importante diversificar seus investimentos em Fundos diferentes, geralmente oferecidos pelo mesmo banco. Essa é a melhor maneira de proteger seu capital.
Por que investir no Mercado de Ações?
Postado por Andre Santos
No início da semana postei os 5 motivos para não investir no Mercado de Ações. Mas, é claro que investir na renda variável tem seu lado positivo, senão ninguém o faria. Seguem alguns deles:
Possibilidade de conseguir rendimentos maiores do que na renda fixa
É possivel conseguir um lucro muito maior do que na renda fixa. É claro que existe um risco atrelado a essa possibilidade, porém, com estudo e dedicação, o risco-benefício se tornará muito atraente para o novo investidor.
Você, e apenas você, controla seu dinheiro
Investir diretamente em ações, através do Homebroker ou por telefone te dá uma maior autonomia do que atrelar o seu dinheiro aos fundos de investimento. É possivel escolher que papéis comprar ou vender e a que horas fazer isso. Novamente, sem estudo essa autonomia pode se tornar perigosa.
Adquirir conhecimento
Desde que comecei a investir em ações, há cerca de 3 meses atrás, tenho adquirido muito conhecimento relacionado à economia nacional e mundial. Principalmente depois que comecei esse Blog. Para investir em ações é preciso estudar e esse estudo não trás apenas o lucro para suas operações, também trás informação útil para a vida.
Investir em ações é gratificante e recompensador. Porém, para conseguir sucesso é necessário estudo, dedicação e disciplina por parte do investidor.
5 Motivos para não investir na Bolsa de Valores
Postado por Andre Santos
Segue uma lista com alguns dos motivos para não investir na renda variável. É importante conhecê-los para avaliar se você está ou não pronto para esse mercado tão… variável.
- Não tenho tempo para estudar sobre o mercado
Para minimizar os riscos de perda e prejuízo é necessário o mínimo de estudo de técnicas de análise de ações. Sem esse tipo de estudo, investir diretamente passa a ser nada mais nada menos que um cassino. É muito importante estudar e se familializar com termos comuns. Um modo de fazer isso é gastar alguns meses “brincando” nos diversos simuladores que existem pela internet, como o FolhaInvest.
- Não tenho tempo para acompanhar o mercado
Se o seu objetivo for compra e vendas rápidas, pensando no curto ou médio prazo, é importante acompanhar o mercado diariamente. Isso não se aplica para aqueles que querem investir à longo prazo, comprando ações e “esquecendo” que elas existem. É muito importante acompanhar as notícias, gráficos e o comportamento do mercado para proteger seus investimentos.
- Não sei lidar com os riscos
Investir na Bolsa de Valores conscientemente minimiza seus riscos, porém não os torna nulos. Você pode sim, e provavelmente irá, perder dinheiro na Bolsa. É preciso aprender a lidar com os riscos para diminuí-los. Nunca vender ou comprar uma ação seguindo a euforia.
- Não tenho paciência e tranqüilidade
Sem paciência e tranqüilidade você não conseguirá aguentar os altos e baixos da renda variável. É preciso ser frio para minimizar as perdas e calmo para realizar os lucros. Se você não consegue fazer isso, saia da Bolsa, você irá perder dinheiro. Algumas vezes, um papel sofre uma baixa e ficamos com medo de perder mais dinheiro e vendemos na hora errada, logo depois o que observamos é o papel voltando a subir.
- Não assumo meus erros
Se você depois de uma escolha mal planejada não consegue assumir o erro e, principalmente, trabalhar para que não aconteça de novo, pare! Você não pode culpar o mercado, nem o analista X por suas escolhas. Você e só você é responsável pelo seu dinheiro. Portanto, quando errar não fique reclamando. Aprenda com seus erros e trabalhe para que eles não venham a se repetir.